terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Clarice Lispector

"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

Clarice Lispector

"Agora preciso de tua mão, 
não para que eu não tenha medo, 
mas para que tu não tenhas medo. 

Sei que acreditar em tudo isso será, 
no começo, a tua grande solidão. 
Mas chegará o instante em que me darás a mão, 
não mais por solidão, mas como eu agora: 
Por amor."